Leia o primeiro jornal de bairro de São Paulo - O BRAZ

sexta-feira, janeiro 30, 2015
Encontrei no último dia 30 de janeiro de 2015 a primeira edição do jornal "O Braz", editado em 4 páginas pelo Coronel Albino Soares Bairão, em 1º de setembro de 1895.
O periódico é considerado o primeiro jornal de bairro de São Paulo. A Imprensa de Bairro irá comemorar 120 anos de atividade. A relíquia está disponível no site da Biblioteca Nacional - Hemeroteca Digital Brasileira, no seguinte link: 





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ARTIGO: Vaticano e vida extraterrestre

quinta-feira, janeiro 29, 2015

por Célio Pezza*

São Paulo, 29 de janeiro de 2015 

Falar sobre vida extraterrestre sempre desperta nosso imaginário e vemos reações diversas entre as pessoas. O fato é que as informações na mídia são tão desencontradas que grande parte da população não sabe no que acreditar.
Por outro lado, parece que algo está mudando rapidamente nesse cenário e o próprio Vaticano está tomando a frente em revelações significativas. Dá a impressão de que algo muito grande está para acontecer e que o Vaticano participa ativamente desse acontecimento.
Francisco é o primeiro jesuíta a ocupar o papado e os jesuítas são famosos por pertencerem a uma elite dentro da Igreja, voltada aos estudos da ciência. São homens que, por norma, não têm apenas a formação teológica, mas também outras. São médicos, físicos, astrofísicos, engenheiros, etc..
O próprio papa é formado em engenharia química.  Desde 2008 a igreja trabalha a ideia de que os extraterrestres são nossos irmãos e na existência de outros seres inteligentes criados por Deus. Isso não vai contra a fé cristã, pois o próprio Cristo já falava que “na casa de meu Pai existem muitas moradas” e “meu reino não é deste mundo”.
Os jesuítas administram dois grandes observatórios estelares; um em Castel Gandolfo, a 30 km do Vaticano, onde os papas se hospedam durante o verão, e outro no Monte Graham, Arizona-EUA. Esse último possui um dos mais poderosos e avançados telescópios do mundo, com câmeras super-resfriadas infravermelhas conhecidas como LTB (Large Binocular Telescope). Para termos uma ideia, esse telescópio tem uma resolução 10 vezes maior que o telescópio espacial Hubble.
Outro jesuíta, Guy de Colsomagno, um dos lideres da preparação cientifica para a divulgação de vida extraterrestre, medalha de ciência Carl Sagan da Sociedade Americana de Astronomia, é um dos conselheiros habituais do papa Francisco.
Essa abertura do Vaticano para a discussão da vida extraterrestre não é apenas um acidente. É uma estratégia bem definida que começou em 2008 com o padre José Funes, à época, diretor do observatório de Castel Galdolfo, e vem tomando corpo a cada ano. Na verdade, é uma politica de abertura que vem sendo adotada pelas Nações Unidas.
O ex-ministro da Defesa do Canadá, Paull Hellyer, declarou durante uma audiência pública em Washington (EUA), que os UFOS são tão reais quanto os aviões que voam sobre nossas cabeças.  Dentro dessa estratégia, o Vaticano tem um papel preponderante na preparação do mundo católico para a divulgação da existência de vida extraterrestre.
Não fiquem surpresos se, no futuro, tivermos uma declaração oficial sobre um contato com uma cultura alienígena. Essa posição não é uma exclusividade do Vaticano, mas, através dele, o diálogo global com as massas fica mais fácil.
O Vaticano, através dos jesuítas, está desempenhando um papel construtivo na preparação do público para suportar essa revelação. Vamos acompanhar com atenção e seriedade os próximos desdobramentos desse evento.
*Célio Pezza é colunista, escritor e autor de diversos livros, entre eles: As Sete Portas, Ariane, A Palavra Perdida e o seu mais recente A Tumba do Apóstolo. Saiba mais em www.facebook.com/celio.pezza
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Sobre Célio Pezza

O escritor Célio Pezza, 64 anos, iniciou a carreira de escritor em 1999, movido pela vontade de levar as pessoas a repensarem o modelo de vida atual dos seres humanos. Seus livros misturam realidade e suspense, e Celio já tem 8 livros publicados, inclusive no exterior, e é colunista colaborador de dezenas de jornais e revistas por todo o país. Saiba mais em: www.facebook.com/celio.pezza


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Destaques da Ed. 264 - Jornal do Brás

quinta-feira, janeiro 22, 2015






Destaques da Ed. 264 - Jornal do Brás Destaques da Ed. 264 - Jornal do Brás Reviewed by Eduardo Cedeño Martellotta on quinta-feira, janeiro 22, 2015 Rating: 5

Brás: considerações históricas, econômicas, culturais, étnicas e geográficas sobre o bairro da Fé

quinta-feira, janeiro 08, 2015
Por Eduardo Cedeño Martellotta, jornalista do Jornal do Brás e editor do Portal E5 Brasil

O bairro do Brás tem suas origens no chacareiro português José Brás, que por volta de 1769 construiu a Capela Bom Jesus de Matosinhos, que deu lugar à atual Igreja Bom Jesus do Brás, localizada no Largo do Brás, bem na avenida Rangel Pestana.
Porém, a fundação oficial do Brás deu-se a 8 de junho de 1818, por meio do Decreto do Rei D. João VI, criando a “Freguesia do Brás”.
O bairro era, então, uma imensa copa verdejante, como lembra Milton George Thame, diretor-presidente do Jornal do Brás.
Com a chegada dos imigrantes portugueses, italianos, espanhóis, alemães, japoneses e outros na Hospedaria dos Imigrantes, a partir do ano de 1887, o Brás começa a se desenvolver. Parte deles teve como destino as fazendas do interior de São Paulo, e a outra as indústrias do Brás, Pari, Belém e Mooca, destacando-se as Indústrias Matarazzo. A Chácara Bresser tomava conta do bairro, em área imensa. No Brás, os imigrantes moravam em cortiços das ruas Caetano Pinto e Carneiro Leão, onde havia rixas entre espanhóis e italianos.
Foto: Eduardo Cedeño Martellotta

Na década de 1950, começam a chegar os migrantes nordestinos, que desembarcavam na Estação do Norte – atual Estação Brás da CPTM – Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (foto abaixo). Os árabes destacavam-se no comércio de roupas, vindo em seguida os coreanos e bolivianos, já na década de 1990.








As avenidas Celso Garcia e Rangel Pestana e suas adjacências sempre atraíram, no passado, muitos artistas e cantores de nível internacional que ali se apresentavam em teatros como o Colombo e em clubes como o Independência, que funcionava na Celso Garcia, acima das antigas Lojas Pirani. O Independência (que fica hoje na rua Dr Carlos Botelho, ao lado da Igreja Universal do Reino de Deus), tinha um lindo tapete vermelho. Os cinemas também eram diversos – cito aqui o Eden-Theatre (pioneiro no bairro), Cinema Popular, Piratininga, Amerikan Cinema, Brás-Bijou, Brás-Cinema, Ideal, Isis-Theatre, Pavilhão Oriente, Avenida, Eros, Salão Cinema, Savoy, São Sebastião, São José, Brás Politheama, Celso Garcia, Mafalda, Olímpia, Babilônia, Oberdã (foto acima), Roxy, Universo, Fontana e o cine do Teatro Colombo.  A Celso Garcia era mais romântica, aconteciam os “footings” (paqueras) onde de um lado, ficavam as moças, e de outro, os rapazes.
Foto: Eduardo Cedeño Martellotta


Embora o Brás tenha hoje aproximadamente 9.000 lojas, de todos os tipos – tecido, plástico, confecção, eletrônicos, móveis, madeira, borracha, etc, a religião está presente no dia a dia dos moradores e frequentadores das dezenas de igrejas existentes no bairro. A maioria dos 25.000 moradores do Brás (Censo de 2010) é católica, sendo que os imigrantes italianos veneram as imagens de São Vito Mártir e Nossa Senhora de Casaluce; portugueses e andinos (bolivianos, peruanos e paraguaios) vão à Bom Jesus e São João Batista no Brás; à Santa Rita, Santo Antônio e São Pedro no Pari. Os ortodoxos gregos têm como lugar sagrado a pequena igreja situada no meio das lojas da rua Bresser. Os árabes islâmicos preferem a Mesquita do Brás, que fica na rua Elisa Whitaker.
Foto: Eduardo Cedeño Martellotta


As igrejas evangélicas, que são maioria, têm como público os moradores de outros bairros distantes da cidade e de municípios da Grande São Paulo - ver matéria "Pesquisador mapeia Brás da Fé", de minha autoria. Eles veem nas avenidas Rangel Pestana e Celso Garcia um corredor de fácil ligação do Centro com a Zona Leste da cidade através dos ônibus. A Estação Brás do Metrô e da CPTM integra essa facilidade de locomoção. O corredor abriga essas igrejas evangélicas, e outras ainda, pentecostais, carismáticas, etc. Outro chamariz do público evangélico certamente são as lojas do bairro, que geram multidões nas ruas Oriente, Maria Marcolina, Silva Teles e Largo da Concórdia, sendo 500.000 pessoas em dias normais e 1 milhão em datas festivas, como Dia das Mães, Natal, Dia das Crianças etc.
Foto: Eduardo Cedeño Martellotta


O corredor Rangel Pestana-Celso Garcia sempre foi religioso, desde 1841, quando romarias caminhavam a pé da Sé até a Penha, mais especificamente a Igreja de Nossa Senhora da Penha. A Igreja Bom Jesus do Brás, por sua vez, era pouso obrigatório dos romeiros e viajantes que se dirigiam à Penha. Quando a cidade era acometida de secas e epidemias, a imagem de Nossa Senhora da Penha fazia paragem na Igreja Bom Jesus e depois seguia para a Sé.
Um dos locais que mais recebe público atualmente é a Igreja Universal do Reino de Deus, situada na av. Celso Garcia, 499 – a primeira existente na cidade de São Paulo, aberta no ano de 1984, cuja propriedade é do bispo Edir Macedo. Mais recentemente, com a inauguração do Templo de Salomão, também de Macedo, dia 31 de julho de 2014, uma aglomeração de pessoas tem ido ao local, nas proximidades da IURD, no número 605 da Celso Garcia.

Fotos: Eduardo Cedeño Martellotta










As pessoas vão à igreja em busca de uma solução para os seus problemas, sejam eles financeiros, de saúde ou de relacionamento. Acreditam que a imagem do santo ou a palavra do bispo ou pastor é milagrosa ou que tem poder, e a igreja como um lugar sagrado e de oração. Mas em todas elas está a palavra de Deus ou Alá, e também de Jesus Cristo, como salvador e pregador de um mundo de paz, união, fraternidade e amor.
Brás: considerações históricas, econômicas, culturais, étnicas e geográficas sobre o bairro da Fé Brás: considerações históricas, econômicas, culturais, étnicas e geográficas sobre o bairro da Fé Reviewed by Eduardo Cedeño Martellotta on quinta-feira, janeiro 08, 2015 Rating: 5
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